Prada: receitas do primeiro tri crescem 14%, para 1,43 bilhão de euros, impulsionadas pelo bom desempenho nas Américas e Ásia-Pacífico

O grupo Prada, que inclui as marcas Prada, Miu Miu, Church's, Car Shoe, Versace, Marchesi 1824 e Luna Rossa, começou o ano em alta, apesar da intensificação das tensões geopolíticas e macroeconômicas. A empresa com sede em Milão registrou receita líquida de 1,4 bilhão de euros, alta de 14% na comparação anual e de 3% em termos orgânicos, com vendas no varejo de 1,2 bilhão, avanço de 10% na comparação anual e de 1% em termos orgânicos, sobre uma base de comparação de dois dígitos (crescimento de 13%) no primeiro trimestre de 2025, impulsionadas pelas vendas a preço cheio.
Outro trimestre sólido para a marca Prada, em linha com o 4º trimestre de 2025; o avanço e a melhora das vendas a preço cheio foram parcialmente compensados pela contínua redução da contribuição dos outlets. Enquanto isso, a Miu Miu manteve sua trajetória de crescimento, com as vendas no varejo em alta de 2%, apesar de uma base de comparação exigente de 60% no 1º trimestre de 2025 e de um impacto negativo mais acentuado do conflito no Oriente Médio. Excelente desempenho da marca nas Américas, com crescimento de dois dígitos apoiado por investimentos recentes; crescimento sustentado na Ásia-Pacífico, impulsionado pela Grande China e pela Coreia do Sul; Japão estável. A Versace registrou receita líquida de 143 milhões de euros, em linha com as expectativas.
"O grupo continuou crescendo em um ambiente desafiador e diante da base de comparação mais exigente do ano", disse Andrea Guerra, CEO do conglomerado, em nota. "A Prada manteve uma dinâmica positiva, com nova melhora nas vendas a preço cheio. A Miu Miu segue se beneficiando de grande atratividade; embora sua trajetória de crescimento nos confronte com metas muito elevadas, a qualidade desse crescimento, alcançado sem concessões, nos deixa tranquilos. A integração da Versace avança conforme o previsto, com foco em fortalecer a organização e os processos para a próxima fase de evolução criativa", acrescentou.
Guerra também mencionou a próxima estratégia da companhia, sediada na Via Fogazzaro, que estará orientada "para o segmento de alto padrão, por um lado, e voltada a atrair novos clientes, por outro", acrescentando que esse plano "será decisivo nos próximos meses".
Por canais, as vendas no varejo cresceram 10% na comparação anual e 1% em termos orgânicos, diante de uma base de comparação exigente (13 %). A Prada demonstrou solidez, com crescimento de 0,4%, em linha com o 4º trimestre de 2025, graças a novas melhorias nas Américas e na Ásia-Pacífico, em particular na China, em Hong Kong e em Macau.

A Miu Miu avançou 2,4%, apesar da base de comparação mais exigente do ano (alta de 60%) e de um impacto maior decorrente do conflito no Oriente Médio. O grupo italiano qualificou como "significativo" o crescimento da marca nas Américas, enquanto a Ásia-Pacífico também mostrou solidez. Em contrapartida, houve desaceleração na Europa, especialmente na demanda ligada ao turismo, e no Oriente Médio.
Quanto à Versace, o grupo, com 25 fábricas e mais de 17.900 funcionários em todo o mundo, fala em um "desempenho em linha com as expectativas", uma evolução que se beneficiou do reposicionamento gradual para as vendas a preço cheio e de maior profundidade e qualidade da oferta. O foco estratégico para a marca da Medusa segue centrado na execução no varejo e nas atividades de "clienteling".
Por regiões, as receitas do grupo na Ásia-Pacífico mantiveram-se robustas, com alta de 13% na comparação anual e de 5% em termos orgânicos. A Miu Miu manteve crescimento consistente; a Prada registrou nova melhora, amparada por execução rigorosa e impulsionada por tendências positivas na China, em Hong Kong, em Macau e na Coreia do Sul. A Europa cresceu 2% na comparação anual, mas recuou 6% em termos orgânicos, no contexto de uma base de comparação plurianual desafiadora no primeiro trimestre de 2025 (alta de 14%); a desaceleração foi mais acentuada nos gastos ligados ao turismo, enquanto a demanda local se contraiu de forma mais moderada.
As Américas mantiveram uma trajetória sólida de crescimento: 34% na comparação anual e 15% em termos orgânicos, apoiadas pelo dinamismo da demanda local. Tanto a Prada quanto a Miu Miu continuaram a se beneficiar do reforço organizacional e dos investimentos realizados em trimestres anteriores. O Japão mostrou solidez, com crescimento anual de 1%, mas contração orgânica de 2%, com o consumo local estável diante de uma base de comparação muito positiva no primeiro trimestre de 2025. O Oriente Médio recuou 22% no trimestre, tanto a taxas de câmbio constantes quanto em termos orgânicos, devido ao impacto do conflito na demanda local e nos fluxos turísticos.

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