Florentino blinda permanência de Vini Jr. no Real Madrid: “Deixem Vinícius comigo”
Presidente ignora críticas, reforça confiança total no brasileiro e projeta protagonismo do camisa 7 no próximo ciclo

A eliminação para o Bayern de Munique nas quartas de final da Liga dos Campeões acelerou os movimentos internos no Real Madrid e colocou Florentino Pérez no centro das decisões para o futuro. Em meio às análises sobre a temporada, um nome passou a dominar as conversas dentro e fora do clube: Vinícius Júnior.
Diante de críticas e questionamentos sobre o desempenho do brasileiro, Florentino foi direto ao assumir o controle da situação.
Isso é comigo, deixem Vinícius comigo- afirmou o presidente, deixando claro que vê o camisa 7 como peça central do clube merengue.
A declaração ganhou destaque no jornal Marca, da Espanha.
- A posição do dirigente é firme. Vinícius é tratado internamente como patrimônio do clube, tanto no presente quanto no futuro, e a renovação do contrato é vista como um caminho natural. Qualquer ajuste no elenco ou mudança de rota passa pela permanência do atacante em um cenário de protagonismo e satisfação em Madri - destaca matéria de Miguel Angel Lara.
O conjunto da obra de Vini Jr. no Real Madrid é visto como primordial para o presidente, de acordo com a publicação espanhola. A boa relação entre os dois também é vista como fundamental nesse processo.
Florentino mantém confiança total no jogador, mesmo sem entender completamente a queda de rendimento nesta temporada. Para o presidente, o brasileiro tem qualidade e histórico suficientes para retomar o nível que o levou a decidir finais de Liga dos Campeões, incluindo gols marcantes em decisões recentes. A relação entre os dois também pesa nesse respaldo. Desde a chegada de Vinícius ao clube, o vínculo com Florentino se fortaleceu, especialmente após o apoio público do presidente ao jogador nos episódios de racismo enfrentados ao longo das últimas temporadas.
A reportagem destaca ainda que, internamente, o momento do clube provocou uma revisão ampla. Florentino reconheceu dois erros considerados importantes na condução da temporada: a escolha de Xabi Alonso e a antecipação da chegada de Álvaro Arbeloa ao comando do time principal. A atuação em Munique foi determinante para consolidar a necessidade de mudança no rumo do projeto.
Outro ponto que incomoda o presidente é a gestão do elenco. Investimentos elevados não têm se refletido em utilização em campo, como nos casos de Álvaro Carreras (cerca de R$ 270 milhões), Dean Huijsen (cerca de R$ 337 milhões) e Franco Mastantuono (cerca de R$ 243 milhões), que têm tido pouca participação. A presença frequente de jogadores da base em momentos decisivos também gera questionamentos.

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